“O que irrita é sempre o que importa.”
Elena Rossi
A cena na cama veio inteira, sem pedir permissão, sem aviso e sem pudor.
A noite em que ele dormiu no meu quarto. O peso do corpo grande no colchão, o perfume amadeirado que se infiltrou no travesseiro como se tivesse a intenção de permanecer, a respiração quente que roçava a minha nuca, e aquele toque firme na cintura, não de quem toma, mas de quem segura. Segurar é mais íntimo do que tomar, e eu só entendi isso depois.
Fechei os olhos por um