“A forma mais silenciosa de amar é supervisionar.”
Dois dias se passaram do jeito que passam para homens que trabalham muito e sentem mais do que admitem: devagar na rotina, rápido na cabeça.
As horas se arrastavam no relógio, mas a mente de Damian não obedecia aos ponteiros. O planejamento vinha primeiro, sempre, porque era o único território em que sabia controlar. Sentimentos, ele empurrava para os intervalos e, ainda assim, eles insistiam em invadir o expediente.
Durante esses dois dias, mesmo sem falar diretamente com Elena, se certificou de que ela estivesse sendo bem cuidada e que nada lhe faltasse. Não era o tipo de homem que perguntava “como você está?”, era o tipo de homem que ligava para quem tinha obrigação de saber.
Todas as manhãs, o telefone tocava no San Michele di Firenze.
— Doutora, aqui é Damian Cavallari.
— Sim, senhor Cavallari — a voz do médica vinha com aquele respeito atento de quem sabe quem paga a conta. — A Sofia teve uma noite estável.
— Me envie o laudo