“Ninguém teme o que deseja. Exceto quando sabe que deseja a exceção.”
Ele finalmente a encarou por um pouco mais de tempo. A irritação com a própria memória, com o próprio corpo e com Elena misturou tudo.
— Hoje? — perguntou, devolvendo a provocação. — Hoje eu quero algo simples.
Ela passou a ponta da língua pelos lábios, um gesto rápido que não foi acidental.
— Simples como o quê?
— Como beber em silêncio. — respondeu, e tomou outro gole.
O sorriso dela vacilou por meio segundo, logo retomando