Elena Rossi
Os dedos dele encostaram na base do meu pescoço, frios e controlados. Nenhum gesto foi demorado, nenhum movimento, acidental. Mesmo assim, o simples contato pareceu acender algo embaixo da minha pele, uma corrente que subiu pela espinha e me fez prender o ar sem perceber.
Ele ajustou a joia com lentidão, o polegar roçando de leve a curva do meu pescoço, apenas o suficiente para provar um ponto que eu não entendia.
— Está tremendo. — disse com a voz baixa, próxima o bastante para que