Mundo ficciónIniciar sesiónElena Rossi
O amanhecer chegou devagar, mas não teve piedade.
A primeira coisa que senti foi a luz. Um fio tímido atravessando a fresta da cortina pesada, riscando o quarto em tom dourado pálido. A segunda coisa foi o peso. Não no corpo, mas no peito. Como se a noite anterior tivesse se solidificado ali dentro.
Pisquei algumas vezes, tentando me situar.
Não era o quarto do hospital, nem o do meu apartamento. Era o quarto na casa dele.
Lençóis impecáveis, brancos, frios demais para combinar com a bagunça dentro de mim. O teto alto, o silêncio absoluto, a sensação de que eu era um ponto de cor deslocado no cenário perfeito.
Virei o rosto no travesseiro e o c







