Sete anos haviam passado, não de forma abrupta ou marcada por grandes rupturas, mas com aquela suavidade quase imperceptível de quem vive dias bons o suficiente para não contar o tempo, como se cada momento tivesse sido absorvido com calma, permitindo que a vida se reorganizasse ao redor deles sem pressa, sem urgência, apenas crescendo, amadurecendo e, finalmente, se tornando exatamente aquilo que sempre deveria ter sido.
A casa estava cheia.
Não de silêncio, nem de formalidade, mas de vida em