Mundo ficciónIniciar sesiónEu não consegui caminhar. Não consegui pensar. E, por muito pouco, não consegui respirar.
Apenas existia, fragmentada, trêmula, implodindo por dentro, enquanto minhas pernas me levavam de volta para a cabine como se fossem de outra pessoa.
Cada passo do corredor parecia mais longo, mais pesado, mais denso, como se o iate inteiro girasse em torno de um único ponto: Aquele toque.
Aquele maldito toque no meu braço. Foi leve, quase inocente… mas meu corpo não reagiu com inocência. Reagiu como se tivesse sido incendiado. Como se algo tivesse sido despertado de repente, algo quente, profundo, que consumiu pela minha pele como um choque doce demais para ser suportado.







