Mundo ficciónIniciar sesiónElena Rossi
Acordei devagar.
Não como quem simplesmente abre os olhos, mas como quem emerge de um mergulho profundo, rompendo a superfície em busca de ar depois de ficar tempo demais envolta em silêncio, escuridão e pensamentos que insistem em perseguir até no sono. A respiração veio lenta, pesada, carregando ecos de sonhos que eu nem conseguia lembrar, mas que deixaram um gosto metálico na boca.
A cabine estava banhada por uma luz dourada, tímida ainda, entrando pela pequena janela circular como um raio de misericórdia num lugar que, até poucas horas atrás, parecia uma prisão flutuante. O brilho tocava o chão marcado por sombras, deslizava pelos móveis de madeira escura, subia pelas paredes e finalmente pousava







