Vitória,
Ele bate na porta me chamando, e eu respiro fundo, tentando me controlar. Eu sei que matei o meu pai a facadas, mas a cena dentro daquele quarto foi totalmente diferente.
— Vitória, abre, é uma ordem. — Quando ele fala assim eu sou obrigada a abrir ou sei que vou apanhar de cinto se eu não o obedecer.
Abro a porta, mas não olho para ele, faço a besteira de olhar a sua camisa, que está mais ensanguentada do que da outra vez que o vi chegarmos em casa.
— Porque foi naquele quarto?
— Eu