Aquelas palavras atingiram Fiorella como um soco direto no estômago. Seu corpo inteiro se contraiu; sua mente apagou por um segundo interminável.O filho sempre fora o retrato da saúde. Como ele poderia, do nada, estar enfrentando uma suspeita de leucemia?Ela permaneceu estática na cadeira, as mãos e os pés congelados, o labirinto da mente girando até que o chão parecesse sumir sob seus pés. Quando o médico finalmente a trouxe de volta à realidade, o instinto materno assumiu o controle. Ela se levantou imediatamente. Não perderia mais um segundo ali. Levaria Ben para outro hospital.O destino escolhido foi o Hospital Materno-Infantil, o local onde Ben havia nascido. Lá, ela conhecia o corpo clínico e, acima de tudo, contava com sua maior fortaleza: Maira Baldi, sua melhor amiga, que trabalhava como obstetra na instituição.No caminho, o celular no console do carro vibrou. Jackie insistia. Tomada por uma repulsa avassaladora, Fiorella sequer hesitou: bloqueou o número dele nas ligações
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