Vanessa Bragança
A dor me drenava as forças. Larguei o corpo no chão, de barriga para cima, com Gabriel sobre mim. Ele me segurava como um animal; eu mal conseguia respirar. Vi o brilho de uma arma na mão do motorista e achei que tudo acabaria ali.
Então ouvi um rugido — profundo, animal. Gritos ecoaram pelo galpão. A fera investiu contra o motorista; o ataque foi fulminante. Gabriel urrava enquanto algo o atingia. Num movimento brutal, parte do pescoço dele foi arrancada: a cabeça tombou de