Gaiola Dourada
Sara segurava uma pequena bolsa, os dedos brancos de tanto apertar a alça. Desceu do ônibus enquanto os postes de luz começavam a acender no brilho do entardecer.
A chave que Alexander lhe dera estava fria contra sua palma. Apressando-se, atravessou três quarteirões, os pés raspando no asfalto, até que um prédio elegante surgiu à vista, suas portas de vidro reluzindo.
Um porteiro inclinou a cabeça, mantendo a entrada escancarada. Uma vez lá dentro, pisou no mármore liso do saguã