Nice entrou no escritório naquela tarde como se estivesse pisando em campo minado, durante o domingo inteiro e na segunda de manhã antes de ir para o escritório seu celular ficou desligado, não teve coragem de falar com Paul.
Óculos escuros, expressão neutra, passos apressados…
Passou direto pela recepção, ignorou as tentativas de conversa de Renata e seguiu rumo à própria sala.
Mas… claro… Paul estava esperando por ela.
Assim que ela sentou e abriu o notebook, ele apareceu na porta.
— “Podemos conversar… a sós?”
Ela respirou fundo. Fechou o notebook com calma.
— “Claro… na sua sala.”
Caminhar pelo corredor foi como atravessar um corredor polonês. Sentia os olhares curiosos dos colegas, como se todo mundo soubesse de alguma coisa.
Talvez, soubessem.
Ao entrar, ele fechou a porta atrás dela.
Paul estava diferente. O sorriso de sempre sumido.
No lugar, um olhar carregado, misto de frustração, mágoa e preocupação.
— “Nice… eu passei o domingo inteiro tentando falar com você.”
Ela manteve