O telefone de Paul tocou logo cedo na manhã de domingo.
Ele, ainda deitado, pegou o telefone pensando em Nice, ontem a reação dela ao beijo não foi o que ele esperava, já faz tanto tempo que desejava dar esse passo, ele queria mais, só que respeitou novamente o espaço dela, olhou para o identificador e não era ela, um número desconhecido na tela.
Quem diabos liga tão cedo em pleno domingo em seu número particular.
Atendeu com a voz sonolenta:
— “Alô?”
Do outro lado, a voz foi gelada.
Baixa. Controlada. Precisa.
— “Paul Bentinivier?”
— “Sim… quem fala?”
— “Sebastian Moreau.”
Silêncio.
Paul sentou na cama de imediato.
O nome… era conhecido demais para ser ignorado, lembrou do evento que Nice chamava por Sebastian e foi levada por Vinicius Moreau, ficou preocupado com ela, será que aconteceu alguma coisa?
— “Sr. Moreau… posso saber a razão da ligação?”
— “Preciso falar com você. Pessoalmente. Agora.”
— “Agora?”
— “No seu escritório.”
O tom de Sebastian não deixava margem para negocia