Fico no quarto por longas horas, me martirizando com lembranças antigas: a culpa, a raiva, a tristeza, a solidão, e na companhia de fotos, roupas, perfumes, mechas de cabelo, joias, armas e algumas garrafas de whisky. Perco totalmente a noção do tempo e do lugar. Encostado na parede e de olhos fechados, sinto meu corpo entorpecido e, aos poucos, me desligo. Quando abro os olhos novamente, olho para o relógio e vejo que é noite. Olho em volta e me dou conta de que me perdi mais uma vez neste meu