Xavier Alcântara
Estou deitado na cama da suíte de sempre, mas algo está diferente. Ruby está sentada em minha barriga, arrastando suas unhas levemente pelo meu abdômen, como sempre faz. Mas hoje seus movimentos são hesitantes, quase tristes. Seus olhos estão distantes, e sua expressão carrega uma seriedade que me incomoda. Antes de qualquer coisa, ela disse que precisava conversar comigo, e isso me deixou inquieto.
— Ei, docinho, tá tudo bem? Você tá estranha — pergunto, enquanto minha mão ac