ERICK CLIFFORD
Estou agora sentado no meu sofá com os pensamentos a mil por hora. Eu não sei o que fazer ou como fazer. Luna está do meu lado e parece tão confusa quanto eu. Ambos estamos calados, apenas segurando as mãos um do outro. O silêncio é confortável, não precisamos de palavras para saber exatamente o que povoa os pensamentos um do outro.
Depois de um longo momento, que não sei exatamente quanto tempo durou, toquei levemente as mãos da Luna e olhei em seus lindos olhos cor de gelo. Engraçado que, na mesma hora, me lembrei da Josellyn. Uma menina tão linda e meiga. Sou tão feliz por ela ser uma boa menina e, pela forma como trata os namorados, também muito carinhosa.
- Amor da minha vida, está pensando no quê?
- Hoo, meu amor, me desculpe. Eu estava pensando na nossa filha. É que, quando olhei para você, vi os seus olhos e não consegui não lembrar da primeira vez que a vi: a forma como ela chorava e se agarrava a mim, chamando por seu pai e pedindo para que eu não a deixasse.