NARRADOR
Depois de um dia cheio de emoções e de uma noite carregada com o peso de tantas revelações, Josellyn havia se despedido dos pais biológicos e ido dormir. Luna e Erick estavam agora sentados na cama dela, a euforia tomava conta de ambos, que permaneciam num silêncio confortável. Finalmente haviam encontrado a filha que tanto procuraram, anos e anos de busca tinham chegado ao fim.
Erick se aproximou da esposa e deu-lhe um beijo suave nos lábios. Luna tinha o rosto banhado em lágrimas, mas, pela primeira vez em muito tempo, eram lágrimas de felicidade. Ela o abraçou forte, tentando transmitir sem palavras toda a emoção que sentia. Ambos riram como adolescentes e se deixaram cair na cama, permitindo que o corpo exausto relaxasse. Foi então que Luna notou a caixa de madeira sobre o colchão: uma caixa artesanal preta, com desenhos ao redor, claramente feita por uma criança, pelas letras e linhas pouco uniformes.
- Essa deve ser a caixa que a Jô disse que deixou pra nós amor. - diss