CAPÍTULO 110

EDILENA NARRANDO:

Meu coração batia tão forte que parecia querer rasgar meu peito. A lâmina da faca já não estava mais pressionada contra minha pele, mas o cano gelado da arma repousava contra minha têmpora, me lembrando de que Dmitri tinha o controle.

— Anda logo, dirige sua puta! — Sua voz saiu baixa, firme e cheia de veneno.

Engoli em seco, mantendo as mãos firmes no volante. Meus dedos estavam suados, e o medo fazia meu estômago se revirar. Meu único alívio era ver pelo retrovisor que Romer
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