Capítulo 2

Isadora começou seu discurso de todas as noites e pediu que ele se sentasse na cama enquanto explicava que não fazia anal. De resto não tinha problema.

Felipe apenas olhou para a jovem que chamou sua atenção assim que colocou os olhos nela. De certa forma, ela o desestabilizava e ele estava pronto para mergulhar nela essa noite.

A garota se ajoelhou na frente dele e o ajudou a tirar o sapato e a meia. Felipe notou como ela era rápida no que fazia, sem pensar duas vezes, era direta e sem preâmbulos.

— Você é bem direta — Felipe falou assim que Isadora se sentou em seu colo e começou a desabotoar sua camisa. A forma como pressionou a bunda em seu colo começou a deixá-lo excitado, louco e com pensamentos insanos do que faria com ela naquela noite.

— Talvez porque tempo é dinheiro. Se você me chamou até aqui é porque quer sexo e isso é o que faço nesse quarto.

Enquanto ela falava, despiu a camisa dele jogando em um canto do quarto. Isadora saiu do colo de Felipe e o ajudou a desafivelar o cinto e a calça social, deixando-o apenas com a cueca, e a garota não pôde deixar de notar o volume sob o tecido.

Estava acostumada com isso, então a única coisa que ela tinha que fazer era se preparar mentalmente para começar mais um trabalho.

— O que você vai querer primeiro? Oral? Vaginal? Eu não beijo na boca, esqueci de te falar, então, sem beijos nos lábios. Se quiser começar pelo oral não tem problema, até gosto quando os clientes fazem isso — As palavras que saiam de seus lábios pareciam muito mecânicas, como discursos prontos e preparados que ela repetia para cada cliente, mas ele estava disposto a tirar uma reação dela naquela noite. Iria se esforçar para isso.

Felipe olhava com atenção o que a garota falava e em um segundo a deitou na cama e começou a beijar seu pescoço, descendo para os mamilos que estavam excitados sobre o tecido do vestido.

Felipe não respondia nada para Isa, ele continuava a trilha de beijos pelo pescoço e com cuidado tirou o vestido dela, a deixando apenas com a calcinha minúscula, ficou louco ao observar o corpo sinuoso, as curvas perfeitas e delgadas. Suas mãos ficariam cheias essa noite.

Sem parar aos beijos, foi descendo para um mamilo que já estava com o bico enrijecido e Isadora gemeu ao sentir a língua dele sugando um enquanto massageava o outro, um gemido rouco que atiçou e o deixou com mais tesão. Mordiscou, brincou com os aqueles bicos durinhos, sugou os seios ao ponto de deixá-los levemente vermelhos e brilhando com a sua saliva, a visão o deixou mais duro, se é que isso era possível, e doendo para meter dentro dela.

Enquanto brincava com os seios dela, ele retirou a calcinha, a deixando nua naquela cama. Estava pronto para devorar aquela intimidade e comê-la até que ela não aguentasse mais.

Felipe viu a garota de nome desconhecido de olhos fechados, e aproveitou para deslizar a mão que estava brincando com um mamilo até a sua intimidade. Felipe, sem falar nada, penetrou um dedo e sentiu o aperto da sua intimidade, que estava deliciosamente molhada, fazendo seu pau latejar em expectativa.

Sua intimidade estava brilhando de excitação, molhada ao ponto de escorrer em direção ao lençol da cama. Felipe teve que fechar os olhos por alguns segundos ao sentir sua ereção se contorcer dolorosamente, o cheiro dela estava o inebriando e deixando-o louco. Ao abrir os olhos, sabia que iria aproveitar aquela mulher o máximo que pudesse.

Isadora estava de olhos fechados e sentiu sua vagina latejando, algo que era raro desde que começou a trabalhar naquele lugar. Ela nem mesmo foi até o banheiro aplicar o lubrificante que costumava usar para a penetração não ser tão dolorida e depois não ficar machucada.

E só em sentir o dedo daquele desconhecido, ela se sentiu diferente. Por mais que gostasse, raramente algum cliente se submetia a dar a ela esse tipo de prazer, pois estavam mais preocupados com o próprio.

Geralmente os clientes apenas a viam como algo para descartar suas frustrações e fantasias sem se preocupar se ela estava bem.

Felipe penetrou um segundo dedo, enquanto sugava um seio e depois o outro, arrancando gemidos excitantes. Se sentia vitorioso ao ouvir os gemidos roucos escapando dos seus lábios rosados.

Desceu o rosto até a intimidade dela, e fez o que ela disse que gostava. Começou a brincar com a língua na sua vagina, lambeu toda a extensão dos grandes lábios se banqueteando com seu gosto, conseguiu ver a entrada da sua vagina se contrair dolorosamente como se estivesse em agonia para ser penetrada.

Observou seu clitóris e não perdeu tempo em chupar aquele pontinho duro, alternando com seus dedos, esfregando o ponto sensível até senti-la quase pronta para gozar.

Os gemidos dela eram como música para ele, que frequentava aquela boate a anos, mas nunca sentiu seu membro duro como aço por baixo da cueca, e era isso que importava naquele lugar.

Parou as carícias em seu clitóris e se levantou tirando a Boxer, ficando nu e com o seu membro pronto para mergulhar dentro dela.

— Onde encontro os preservativos? — Felipe perguntou e Isa apenas apontou para a mesinha.

O empresário colocou a camisinha e voltou para a cama, se posicionou no meio das pernas dela e com uma única estocada penetrou a garota que ele não sabia o nome, as paredes internas dela o esmagaram dolorosamente e Felipe teve que respirar fundo e tentar se controlar um pouco, pois suas bolas estavam doloridas demais e clamando por libertação.

Assim que Isa sentiu aquele homem dentro dela, seu membro grande e grosso, foi como se ela estivesse tendo sua primeira vez. É como se houvesse pouco dela para muito dele. O homem era enorme e a cada estocada que dava, ela sentia o membro tocando seu útero.

Sentir o membro dele tocando seu útero, mas também era muito gostoso. Como a dor podia se misturar tanto com o prazer? O prazer era tanto que sentia suas pernas ficando cada vez mais trêmulas a cada vez que a penetrava, seu pau massageando as paredes internas da sua intimidade estava levando-a às alturas rapidamente.

Ele não falava nada, apenas se movimentava cada vez mais rápido dentro dela como um louco buscando o último copo de água no meio do deserto, até que a levantou e a colocou de quatro. Isa se virou imediatamente, negando o sexo anal.

— Calma princesa, não vou fazer o que você não quer. Quero apenas você assim pra sentir meu pau entrando nessa intimidade gostosa cada vez mais fundo.

Isa riu do que ele disse e empinou ainda mais a bunda e sentiu a estocada assim que ele a penetrou. Uma estocada poderosa, bruta. Ela já estava preparada mentalmente para sentir sua intimidade dolorida no dia seguinte, mas nesse momento nada a pararia até conseguir gozar.

Isa estava amando aquilo, se o homem continuasse daquele jeito ela gozaria naquele pau delicioso e depois de alguns minutos foi isso mesmo que aconteceu, gozaram juntos, em sintonia.

Felipe ainda estava dentro dela, que de quatro tentava manter a respiração sob controle. Gozar com um cliente era algo que ela não costumava fazer, na maioria das vezes fingia o orgasmo para acariciar o ego dos homens que a procuravam.

Felipe saiu da cama, tirou a camisinha e jogou no lixo, pegou sua cueca e vestiu, seguido da calça e da camisa.

Tirou o celular do bolso e conferiu o número anotado no papel na parede. Fez a transferência e conferiu sua roupa. Saiu do quarto sem falar nada e Isa ficou ali naquela cama, sentada, sem entender nada daquele homem estranho, mas que conseguiu literalmente explodir sua mente.

**

Felipe saiu do quarto sem falar nada. Ela agiu como todas da boate, mas ele desejava continuar naquele quarto. Todas as vezes que esteve ali com seu amigo, fazia sempre a mesma coisa, com garotas diferentes. Por viajar a trabalho, ele se ausentou do país por alguns meses, e por isso não conhecia a garota daquela noite. Mas ao colocar os olhos nela, foi questão de segundos para desejar tê-la em sua cama.

Quem se encontrasse com ele naquele momento não imaginaria que havia acabado de ter um dos melhores programas em anos frequentando aquela boate. E ele nem mesmo fez o que realmente desejava. Mas todos sabiam como ele era, um programa, depois ia embora sem conversar ou saber algo sobre as mulheres com quem transava.

***

Isadora estava enrolada no seu robe, sentada na cama pensando. Os clientes que atendia conversavam, contavam sobre seus problemas e só depois tinham o sexo que procuravam. Já aquele homem, transou, fez ela gozar em poucos minutos, se vestiu, pagou e foi embora. Talvez ele seja aqueles ricos bem egocêntricos. Bom, o importante é que com esse dinheiro, não vai precisar atender mais nenhum cliente hoje à noite

A jovem vestiu a roupa, conferiu o cabelo e ao vestir a calcinha, sentiu uma ardência e só então se deu conta que aquele homem era muito bem-dotado, esperava que ele voltasse novamente. Pegou a bolsa, guardou o celular e a carteira e foi até Maddy se despedir da amiga.

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