Clara Bennett:
O pomar estava quase vazio. Os últimos funcionários caminhavam em silêncio, carregando ferramentas e despedindo-se com acenos distantes. O sol se escondia no horizonte, espalhando um brilho alaranjado sobre as árvores. O ar estava pesado, quente, e eu sentia a tensão queimando entre mim e Thomas.
Ele me fitava encostado no tronco de uma macieira, os braços cruzados, os olhos tão escuros que pareciam me despir sem tocar. Quando o último trabalhador sumiu pelo caminho de terra, per