Ayla
O olhar de Matteo Dvorak em minha direção parecia conter algo além da aura de mistério que o envolvia. Era um olhar demoníaco, hipnótico.
Ele agia profissionalmente, mas muitas vezes o peguei olhando em minha direção com a mesma intensidade que eu o olhava escondido.
Não sou de ferro. E não decidi viver celibatária só por ter me casado com um crápula. Para mim os olhos de Matteo não dizia nada sobre a sua personalidade, pois Roberto tinha um olhar tranquilo que escondia o monstro que realmente era. E o meu coração dizia que esse Dvorak escondia dor não crueldade.
Meses se passaram desde que comecei como sua secretária e eu já havia desenvolvido um amor platônico pelo meu chefe, jogue a primeira pedra quem se achar no direito. Meu corpo, minha alma e meu coração estavam destroçados e talvez nunca voltassem a se recuperar, mas ainda existia uma pequena fagulha, aquela que me proporcionavam sonhos lindos onde meu chefe era o anjo que me amava e me fazia esquecer toda dor.
E eu segui