Ayla
Quando olhei o meu contracheque quase tive um treco. Nunca tinha visto tantos zeros assim na vida quando o assunto era dinheiro. Nem quando trabalhava no consultório. Olhei no aplicativo do celular e vi que todo aquele dinheiro estava na conta que a empresa exigiu que eu abrisse.
Era quase fim de expediente. Eu tinha que ir logo ao RH para resolver o mal entendido. Claro que esse dinheiro não era meu. Me contaram que a empresa paga um bônus de Natal, mas não estamos em dezembro e duvido que o bônus seja tão exorbitante.
Sem esperar, fui até a sala de Matteo e bati.
— Entre.
— Senhor, precisa de mim? Posso ir até o RH por um instante?
— Por que? Algum problema? Não está pensando em me abandonar, está? — brincou usando aquele raro sorriso que parecia ser exclusivo para mim. Tá, eu pensava assim porque era uma boba iludida. Talvez eu devesse ter fechado o meu coração depois de Roberto, mas parece que ele estava mais que aberto.
— Nenhum problema. — Sorri também. Era engraçado como s