Ayla
Antes
O engradado de cerveja caiu no chão ao mesmo tempo em que meu coração parou e a porta abriu.
— Que bagunça é essa, querida? — seu tom era zombeteiro, mas o brilho em seus olhos me afirmavam que eu pagaria caro por cada garrafa quebrada.
— A dona Ayla começou a festa sem os convidados. — Um de seus amigos brincou enquanto entrava.
Roberto entrou na brincadeira enquanto um dos convidados se disponibilizava a buscar mais bebida para garantir a festa de fim de ano.
Algumas das nossas conhecidas me ajudaram a limpar a bagunça e servir bebidas e petiscos.
A festa seguia normal. Mas os meus sorrisos eram falsos e os abraços de Roberto mais apertado que de costume, como um aviso sobre o que estava por vir. Ele mal bebia. Na verdade, era um sádico que não queria esquecer nada da dor que me afligia em seus castigos injustos.
Ao contrário dele, eu bebia desesperadamente. Queria estar apagada quando os convidados se fossem.
Só não sabia que estava dando uma justificativa para os seu