Matteo
Como previ, foi uma semana muito intensa e cheia de tesão se acumulando.
Depois dos dois primeiros dias, Ayla já nem entrava na minha sala, pois sempre acabávamos com botões abertos, mãos dentro de roupas, ofegantes, pulsantes. Foi uma tortura. Ela passava todos os recados e informações por telefone. E eu a levava para casa me controlando ao extremo. Apesar de nossa preocupação com o nosso recente relacionamento, não havíamos esquecido do maldito ex. Por isso eu só ia embora quando ela estava dentro do prédio.
Se podíamos transar antes do tal jantar? Claro que podíamos, mas por algum motivo queríamos esperar. Coisa boba, coisa nossa. Para Ayla eu não era o homem sombrio, eu era o apaixonado bobo.
E depois de longos dias, finalmente a sexta-feira chegou.
Saímos da Dvorak no horário de sempre e deixei Ayla em seu apartamento para se arrumar. Por mim ela podia jantar com seu tradicional traje de secretária que me deixava duro todos os dias, mas ela queria se arrumar. Aproveitei pa