Dominique Rodrigues
Gael me deixou na porta da pensão quando já estava noite. Ainda não acredito que aceitei me passar por namorada dele. Como fingiria na frente da família Dvorak?
Nossa conversa me veio a memória enquanto seguia para o meu quarto.
— O que? Está louco? — perguntei diante das suas condições para me conseguir o emprego de volta.
— É a minha proposta. Vamos, Mini! Prometo que vou agir como um cavalheiro. Por favor, ajude esse pobre homem a dar alegria a sua mãe.
— Isso é golpe baixo! — ri da sua expressão de menino pidão. Não queria rir, mas quem disse que me controlo diante desse homem? — E nem faço ideia de onde está esse tal pobre homem.
— Finja que está em um daqueles romances melosos. Vai ser uma aventura.
— A minha última aventura não terminou nada bem. Agora falta eu me passar por sua namorada e depois que você conseguir “dar alegria a sua mãe” ser descartada como papel higiênico usado.
— Credo! Que comparação! — ele riu. A conversa estava seguindo um caminho men