Sertão da Bahia. 21h03.
A estrada de terra parecia infinita.
O carro preto avançava devagar, levantando poeira sob a lua cheia.
Não havia luz elétrica. Nem sinal de celular. Apenas o som dos grilos e do motor cansado.
Melina olhava pela janela como se buscasse respostas no breu.
A Mamba, ao volante, quebrou o silêncio:
— Tem certeza disso?
— Não.
— Então por que estamos indo?
Melina tragou o cigarro, apagou na porta do carro e respondeu com calma:
— Porque quando não se tem c