Miguel nĂŁo se moveu quando Melina atravessou as portas automĂĄticas. Ficou parado, estĂĄtico, observando o vazio deixado por ela como se o ar ao redor tivesse perdido o cheiro de perfume e ganhado o peso de algo irreversĂvel.
Seu maxilar estava travado. As mĂŁos cerradas.
Ela ousou. E ele amava quando ela ousava.
Mas odiava ainda mais quando ela o desafiava.
Andou até a parede de vidro que dava para a avenida. De lå, viu Melina entrando em um carro preto, os vidros escurecidos refletindo o céu nub