Mundo de ficçãoIniciar sessãoAlana
Carol: -Tá tudo bem por aqui?
Alana: -Tá, por quê?
Carol: -Tá com uma cara péssima.
Alana: -Minha pressão só baixou, mas já tô de boa.
Carol: -Aaah, pensei que a patricinha tinha feito algo com você.
Alana: -Que patricinha?
Carol: -A que acabou de sair?! -ela pergunta, como se fosse óbvio.
Alana: -A Alexia? Tá louca, Carol? Ela não é patricinha.
Carol: -Claro que é.
Alana: -E quem te disse isso?
Carol: -Eu a conheço de outros carnavais, amiga.
Alana: -Tá né... Vou indo pra sala, te vejo no intervalo.
Toco no ombro dela e saio do banheiro.
Bruno: -Até que enfim voltou garota, achei que tinha se perdido.
Alana: -Desculpa a demora, professor. Eu passei mal.
Bruno: -Tá melhor?
Alana: -Sim, valeu.
Ele sorri.
Agora ok. Vamos pensar no trabalho. Areia movediça com Lucas Menezes. É o cúmulo.
E o trabalho é para segunda feira. Temos exatamente 1 semana pra fazer.
No fim da aula, passamos na mesa do professor para pegar as nossas cópias do trabalho. É, basicamente, um resumo do que tem que ser feito e algumas instruções de precaução.
Na hora do intervalo, uma surpresa maravilhosa! Seremos liberados de meio-dia! Não parece perfeito?
Quando vou saindo, Lucas me puxa pelo braço.
Lucas: -Ei, marrentinha.
Alana: -Fala.
Lucas: -A gente pode começar isso hoje?
Alana: -Tá com pressa?
Lucas: -Não... Só achei que a gente podia aproveitar que vai sair cedo, e... Adiantar as coisas.
Alana: -Você tem razão... Melhor não deixar pra última hora mesmo. Enfim... Er... A gente se fala depois.
Eu dou um pequeno sorriso.
Então me afasto.
Carol: -Amiga, você viu o Lucas por aí?
Alana: -Ah... Vi, ele tá perto da lanchonete.
Carol: -Então vem, você vai ficar com a gente!
Ela me puxa pela mão e eu reviro os olhos.
Carol: -Anjo, pensei em aproveitar que vamos sair mais cedo... Você pode ir lá pra casa hoje?
Lucas: -Não vai rolar, gata... Eu fiquei de fazer o trabalho com Alana.
Carol: -Trabalho?
Alana: -Err... É... Um trabalho de química. Ele começou um projeto e...
Carol: -E por que logo vocês dois juntos?
Lucas: -Não pira, maluca. Foi sorteio.
Alana: -É! Isso. Se eu pudesse escolher, não escolheria a imitação do Ken.
Lucas: -Como é que é garota?
Carol: -Tá bom vocês dois! Bem... Eu vou com vocês.
Alana: -Quê? E você vai fazer o que lá?
Carol: -Ué... Aproveitar a companhia do meu namorado... Tô com saudade dele.
Alana: -Carol vocês se vêem todo dia... E o dia inteiro!
Carol: -Mas é a saudade pelos tempos em que não estivemos juntos.
Alana: -Tá né... -eu reviro os olhos e me levanto, indo em direção aos armários.
Finalmente, ao meio-dia, alunos liberados indo para casa.
Alana: -Ei Ca, vamo?
Carol: -Não vai dar pra ir...
Alana: -Por que não? Você disse que ia...
Carol: -Eu sei, eu queria ir... Mas a vizinha ligou, disse que parece que um cano lá de casa estourou ou algo assim... Aí eu tenho que ir resolver...
Alana: -Entendi... Ah... Então tá bom.
Carol: -Eu tenho que correr... Fala pro Lucas que eu mandei um beijo naquela boca gostosa. Fui!!
Alana: -Eca.
Lucas: -Ei, marrentinha!
Alana: -Ai que susto, seu imbecil!
Lucas: -Calma aí surtada... Por que a Carol tá indo embora? Ela não disse que ia com a gente?
Alana: -Ela foi resolver o problema de um cano que estourou lá em casa.
Lucas: -Mandou algum recado pra mim?
Alana: -Eca. Ela mandou... Um beijo bem grande. Que nojo. Sua boca nem é isso tudo.
Lucas: -Como você sabe se nunca provou?
Alana: -Nem vou, né? Dessa água eu nunca beberei.
Ele ri.
Lucas: -Cê não quer mostrar esse beijo que ela mandou na prática, não?
Alana: -LUCAS!
Lucas: -Calmou! Tô brincando sua louca! Eu hein.
Alana: -E aí, a gente vai ficar aqui, olhando um pra cara do outro sem fazer nada?
Lucas: -Eu tô esperando a retardada da minha irmã.
Alana: -Você tem uma irmã?
Lucas: -Claro, ué. Ela conversa contigo todo dia e você não sabe?
Eu abro a boca para protestar, na mesma hora em que Alexia chega.
Alexia: -Vamos?
Alana: -Como assim, 'vamos'? Vamos pra onde?
Lucas: -Pra casa né, sua imbecil?
Alana: -Ah, então vocês são irmãos? Meu pai amado, nunca que eu ia saber! Por que você não me disse que era irmã desse bonequinho de plástico, Lexi?
Alexia: -Eu acho que passou pelo sentido... Mas tudo bem, vamos lá!
Alana: -Vamos! Ao menos você deixa o caminho menos insuportável!
Ela ri e começamos a andar.
Lucas e Alexia não moram muito longe. Na verdade, são 3 ruas antes da que eu moro com Carol.
Alana: -Eu não sabia que você morava tão perto... Por isso que basta a Carol piscar que você já tá lá em casa, né?
Lucas: -Basicamente isso... -ele ri.
Então entramos.
Xxx.: -Chegaram cedo hoje!
Alexia: -Pois é, mãe... Liberou de meio-dia. Lana, essa aqui é minha mãe, dona Luísa...
Alana: -Oi! Eu sou Alana, sou... Amiga da Lexi.
Luísa: -Muito prazer, querida.
Ela sorri e me abraça.
Alexia: -E esse aqui é meu padrasto, né, doutor Adriano?
Ela abraça o homem (largado) sentado no sofá, com o notebook no colo. Ele se vira e sorri.
Adriano: -Olá, querida. Sinta-se em casa. Amiga da Alexia é sempre bem-vinda aqui.







