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05. Garoto Estranho

Alana

Na hora do almoço, ficamos nós três juntos. Para quê, né? O almoço inteiro foi eu segurando vela.

O povo passava e ficava olhando, e eu com a cara mais bonita do mundo, cheia de ódio.

Quando terminei, resolvi sair de perto dos dois e me juntei à alguns colegas que são da minha sala.

Já perto da hora de entrar para a sala de volta, eu fui no meu armário para buscar um livro e então o Lucas chegou.

Lucas: -Ei garota, qual o seu problema comigo?

Alana: -Como é que é?

Lucas: -Qual o seu. Problema. Comigo. -ele diz pausadamente.

Alana: -Ué... Eu deveria ter algum problema com você?

Lucas: -Não sei, ué... Você almoçou praticamente em 5 minutos só pra sair de perto da gente e passou o intervalo todo longe.

Alana: -Ah tá... Claro, entendi. Olha garoto, o problema é que eu não tô a fim de ficar segurando vela.

Lucas: -Mas a gente não tava fazendo nada demais...

Alana: -Ah, não? Só se agarrando toda hora, parecia que um ia engolir o outro! Ugh... Que nojo.

Lucas: -Você deve estar com ciúmes.

Alana: -Ciúmes? Tá maluco?

Lucas: -É... Agora que você tem que dividir a atenção da sua melhor amiga comigo...

Alana: -Você é muito ridículo. Eu não quero dividir atenção e nem tô com ciúmes.

Lucas: -Quem sabe se você namorar também...

Alana: -Quê?! 

Lucas: -É... A gente ficaria de casalzinho e não precisava você se afastar. Eu apresento um amigo, se você quiser.

Alana: -Um amigo igual a você? Não, muito obrigada.

Eu reviro os olhos e vou saindo, mas ele me puxa pelo braço.

Lucas: -Como assim 'igual a mim'?

Alana: -Um bonequinho de plástico... Que só tem beleza por fora, mas é vazio por dentro.

Lucas: -Ah, então você me acha bonito? -ele sorri.

Alana: -Ai, não enche.

Eu me viro para sair novamente.

Lucas: -Marrentinha você, hein?

Alana: -Some, encosto!

Digo para ele e saio de uma vez. Qual é a desse cara?

No meio do caminho, eu esbarro em alguém.

Alana: -Ai, desculpa... Você... É o Victor, não é? Do 3° B?

Victor: -Sim! Tá com pressa?

Alana: -Não, só... Me livrando de algumas pessoas.

Victor: -Vixe! O que vai fazer agora?

Alana: -Bem... Nada... Nem dá mais tempo mesmo... Só esperar tocar.

Victor: -Entendi. Você é amiga da Carol, não é?

Alana: -Sim, por quê?

Victor: -Por nada... É que sempre vi vocês duas juntas, e... Agora nem tanto.

Alana: -É... Ela namorando fica nas nuvens. Só tem olhos pro namorado. Mas não me diga que você é afim dela!

Victor: -Eu? Não não... Eu... Acho outra garota mais interessante.

Alana: -Ah, tá... É bom mesmo. Além de ela amar o Lucas, ela é meio complicadinha de se relacionar.

Victor: -E você não? -ele me encara de sobrancelhas arqueadas.

Alana: -Não... Eu também.

Eu sorrio e saio de perto dele, indo em direção à sala de aula.

Mais ou menos umas duas semanas se passaram. Fiquei longe de Carol e do namorado dela. Mas ela veio me procurar, disse que sentia a minha falta... Pediu pra eu voltar a ficar junto com eles. E eu fiquei.

Aí um monte de gente começou a apontar para mim, ficar tirando sarro por eu estar segurando vela. Eu, é claro, perdi a paciência.

Mas também, o que queria eu sentada do lado de um casal se pegando? É muita burrice pra uma só Alana, não é possível.

Mas sabe que esse Lucas... Ele é muito irritante comigo, mas vejo ele com a Carol... E ele parece ser super legal! Pelo que entendi da relação dos dois, ele é quem sempre tá correndo atrás, lutando por ela, fazendo de tudo por ela inclusive.

Mas... Cada um alimenta o seu relacionamento como bem entende, não é?!

Bruno: -Bom dia, galerinha malvada! Hoje é dia da gente começar a brincar com a química, hein?

Todo mundo olha para ele com uma cara de "-"

Nath: -Professor, se essa é a sua brincadeira, não quero nem ver quando ficar sério!

A gente ri.

Bruno: -Muito engraçado, dona Nathalia... -ele ri também. -Porém estou falando sério. Hoje nos vamos dar início à um projeto de química.

Lucas: -Sério, professor?

Bruno: -Hmm, terei muitos alunos suspensos hoje em... -ele ri. -Como eu ia dizendo, iremos dar início à um projeto. Nessa caixa... -ele levanta uma caixa de madeira. -Há temas duplicados para o sorteio. Vai ser simples. Todos irão tirar um papel, e quem tiver com o mesmo tema, encontrou sua dupla.

Alana: -Uh que legal, nem a minha dupla eu posso escolher!

Bruno: -O que disse, Alana?

Alana: -Nada, professor. Nada não.

Bruno: -Vamos começar o sorteio.

Ele serpenteia entre as cadeiras por alguns instantes até chegar em mim.

Alana: -Aah... Areia movediça.

Xxx.: -EU, AQUI! -ouço um grito do outro lado da sala.

Ah não! Logo o Lucas?

Bruno: -Ok, então... Alana e Lucas serão uma dupla.

Ele fala e continua andando.

Eu. Não. Tô. Crente. Por que ele? Dentre quase 30 alunos, eu fui tirar justo ele??

Alexia: -Amiga...?

Alana: -Hm?

Alexia: -Cê tá legal?

Alana: -Tô, por quê?

Alexia: -Cê tá meio pálida...

Alana: -Acho que minha pressão... Baixou. Professor, posso ir no banheiro?

Bruno: -Claro, pode ir.

Eu assinto e levanto da cadeira, indo até o banheiro.

Me olho no espelho por alguns instantes e jogo uma água no rosto. Também não entendo por que fiquei assim. Acho que eu tô ficando maluca.

Alexia: -Ei, girl... Que que tá acontecendo, hein?

Alana: -Não é nada. Não precisa se preocupar.

Alexia: -Tem certeza?

Alana: -Tenho. Eu acho que é porque eu não tomei café da manhã.

Alexia: -A gente estuda em integral, Alana... Sabe que não pode ficar sem comer.

Alana: -Tudo beeem, mãe. Eu vou lanchar depois, tá bom?

Alexia: -Tá. Então eu vou voltar pra sala.

Alana: -Ok.

Ela sorri e vai saindo, na mesma hora que a Carol vem entrando. As duas se encaram como duas rivais, então Alexia sai e Carol vem até mim.

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