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02. Pensamentos -

Alana

Vejo Carol sentada com um grupo de pessoas, incluindo todos os tipos e conversando intimamente com um cara. Mas pelo que sei, esse não é o namorado dela...

Ela me mandou uma foto dele uma vez, e não, não parece em nada com este... Estranho? Sim... Mas e quem sou eu pra questionar?

A propósito, me admira muito que a Carol tenha "se aquietado" com um só cara... Ela sempre disse que não gosta de se prender à uma única pessoa, e agora está namorando.

Na verdade, ela o conheceu no ano passado, se não me engano, em uma festa da escola que ele participou (porque parece que são da mesma "rede" escolar). Mas ele não estuda com ela, nem mora aqui. Ele mora em uma cidade vizinha e vem visita-la quase toda semana, já que parece que a família dele não simpatiza com a Carol e, por isso, ela nunca vai na casa dele, para evitar discussões.

Eu decido ir até Carol, já que ela ainda não me notou.

Alana: -Carol!

Carol: -Ai meu Deus, Alana! -ela se levanta e vem me abraçar. -Me perdoa amiga, eu esqueci que você vinha hoje!

Alana: -Eu nem percebi, né? Fiquei mó tempão esperando...

Carol: -Me perdoa, me perdoa... Eu prometo que depois a gente conversa pra colocar o papo em dia, tá?

Alana: -Hm... Tá, né?! Me diz uma coisa, é isso que você faz quando seu namorado não tá por perto?

Carol: -Certeza que ele faz o mesmo por lá.

Alana: -Pf... Enfim, onde é o meu quarto?

Carol: -Não quer ficar pra festa? Aproveita e socializa um pouco!

Alana: -Socializar não é meu forte, você sabe não é?! Além do mais... Eu tô cansada. Foi tempo pra caramba de Campinas pra cá.

Carol: -Tudo bem... Cansa mesmo. Mas ainda bem que você aceitou sair daquele fim de mundo... Mas vem, vou te mostrar o teu quarto.

Ela pega em minha mão e saímos andando em meio ao pessoal para poder chegar até as escadas.

Carol: -Seu quarto é esse... Arrumei do jeito que me lembro que você tinha o seu lá...

Alana: -Aah, obrigada! Fofo da sua parte.

Ela sorri.

Carol: -O meu é aqui na frente. Provavelmente quando a festa acabar, eu estarei aqui... Caso precise de mim.

Alana: -Obrigada por tudo, Carol.

Carol: -Que nada... Amigo é pra isso.

Ela me abraça e sai correndo de volta para a sua festa.

Entro no quarto e vejo que a decoração é bem fiel ao quarto da minha antiga casa... Parece que não mudei muito do ano retrasado para cá... 

Enfim, a primeira coisa que eu faço é jogar minhas malas em qualquer lugar e cair na cama.

Depois de alguns minutos esticando a minha coluna de uma idosa de 70 anos, eu decido procurar o banheiro.

Quando, enfim, o encontro, tomo um banho quente para relaxar.

Ao sair, coloco uma roupa confortável e volto para a cama.

Milhões de pensamentos vêm à tona, e as inseguranças também.

Me pego pensando se fiz o certo em me mudar para cá, se vai ter algo que faça eu me arrepender.

Mas, por fim, sou vencida pelo cansaço e acabo dormindo.

No dia seguinte, me levanto e nem sinal de Carol.

Então decido descer para ver a bagunça que a casa ficou.

Literalmente... Tem copo de bebida, roupa, lingerie por tudo quanto é canto... Meu pai amado... Com que tipo de pessoa a Carol tá andando?!

Eu subo de volta e paro de frente para o quarto dela, então bato na porta.

Como ela não me responde, eu decido abrir a porta e a vejo deitada na cama, toda desgrenhada, maquiagem borrada... E uma peça de roupa aqui que não é feminina.

Eu sento ao lado dela na cama e a chamo, lhe balançando pelos braços.

Alana: -Acorda! Acorda vai! CAROLINAAA!!

Ela abre os olhos, assustada.

Carol: -O que tá fazendo aqui, Alana? São 5 da manhã.

Alana: -5? Já passou das 9, Carol... Acorda, vai.

Carol: -Hmm, não.

Eu reviro os olhos, levanto da cama e saio puxando todas as cortinas do quarto.

Carol: -Puta que te pariu, Alana! Você quer me cegar? Eu tô cheia de dor de cabeça, e morrendo de sono... Me deixa.

Alana: -Talvez se não bebesse tanto, não precisaria sofrer com uma ressaca. Vem logo.

Eu seguro em suas mãos e a arrasto até ela se sentar.

Carol: -Garota esquisita. -ela ri.

Alana: -Obrigada. Agora escuta, eu vou descer e fazer o café. Quando eu voltar, espero te encontrar de banho tomado, entendido?

Carol: -Não vou entrar no banho a essa hora.

Alana: -Ah, não vai?

Carol: -Hum hum. -ela nega com a cabeça.

Eu seguro em suas mãos de novo e arrasto mais forte dessa vez, fazendo ela sair da cama E do quarto. Ligo o chuveiro e a empurro para o box do banheiro.

Carol: -VOCÊ ME PAGA, ALANA MARTINS!!!

Alana: -Só sai daí quando estiver de banho tomado!

Digo rindo e saio, descendo para fazer o café.

🎇🎇🎇

Eu volto para o quarto dela e a encontro sentada, penteando o cabelo.

Carol: -Você vai me pagar por isso, amiga da onça.

Alana: -Cala a boca e toma. Eu fiz o café.

Ela pega a xícara, toma um gole de café e faz careta.

Carol: -Tá horrível!

Alana: -Seu paladar que tá horrível. Agora trate de beber tudo.

Carol: -Mas Alana...

Alana: -Pra beber cachaça você não faz essa cara.

Carol: -Af, tá bom.

Alana: -De nada.

Ela ri.

Carol: -Obrigada por cuidar de mim, Alana. Apesar de rebelde, você quem sempre foi mais responsável.

Alana: -É que você é uma doida sem juízo, né? Precisa de sensatez de vez em quando.

Carol: -Seu ego me sufoca! 

Alana: -Escuta, eu... Queria te agradecer, sabe? Por me chamar pra cá, por me aceitar e me receber na sua casa...

Carol: -Imagina... Você sempre fez tudo por mim... Acho que é o mínimo que eu poderia fazer.

Alana: -Ca, você.. Passou a noite... Com alguém?

Carol: -O que te fez perguntar isso?

Alana: -Tem uma cueca box na quina da sua cama.

Ela se vira e olha.

Carol: -Ah não, isso.. Isso é... Do Lucas.

Alana: -Ele nem tava aqui, Carol. Não faz sentido a cueca dele estar aí justo hoje. Você esteve ou não com alguém?

Carol: -Estive! Mas não esquenta... Foi só uma noite. -eu a encaro de sobrancelha arqueada.

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