Mundo de ficçãoIniciar sessão
Alana Martins - Alice Wegmann
Lucas Menezes - Guilherme LeicamCarolina Almeida - Juliana Paiva
Alexia Menezes - Agatha Moreira
Luan Vasconcelos - Guilherme Prates
David Mendonça - Daniel Blanco
Jorge Vasconcelos - Dan Stulbach
Alana
O que eu poderia dizer...? Será que é preciso eu me apresentar?
Acho que não... Terão muito tempo para saber quem eu sou.E não... Eu não queria ser tachada como talarica, fura-olho, amiga da onça ou falsiane... Acho que ninguém quer, né? Mas falo por mim.
Como eu queria nunca ter me apaixonado por aquela droga de sorriso, ou aqueles olhos azuis... Ou ainda aquele jeito.
Em que roubada eu fui me meter, meu Deus?
Carolina era minha melhor amiga... Nós nos conhecemos como dois pingos de gente, crescemos juntas e ficamos juntas até o 1° ano de ensino médio. Ela se foi, mas continuamos amigas.
Até que eu conheci ele... E ele mudou as nossas vidas por completo... Nossa vida virou de cabeça para baixo.
Mas o que eu posso fazer agora? Não posso voltar no passado... Mas se eu pudesse... Eu não teria me aproximado. Eu não teria me envolvido. Não teria me apaixonado.
01. New City
Alana
Eu saí do metrô procurando pelos cabelos loiros de Carolina, minha melhor amiga, e não encontrei.
Ok, estou pulando as etapas.
Oi, eu sou Alana Martins, 17, prestes a concluir o terceiro ano de ensino médio.
Mas vamos começar pelo começo?
Bem... Carolina e eu nos conhecemos desde a infância. Sempre fizemos de tudo juntas... Crescemos juntas, brincamos juntas, vimos o primeiro "crush" uma da outra, fui a primeira a saber quando ela perdeu o bv, e vice-versa, ela foi a primeira a saber quando namorei pela primeira vez (aos 15 e durou um tempo super extenso de exatamente 2 meses), essas coisas... Enfim... Coisa de melhores amigas.
Eu sempre fui sua caixinha de segredos, já ela sempre foi boca aberta. Sempre fui sua conselheira e era no meu ombro que ela chorava quando fazia alguma besteira. Mas foi ela quem me ajudou a terminar o relacionamento ridículo que vivi com meu segundo e último namorado (aos 16 até quase 3 meses atrás) e enfim... Sempre contamos uma com a outra, sendo um porto seguro... Uma verdadeira amizade.
Concluímos o fundamental juntas, fizemos o primeiro ano de ensino médio, e então ela se mudou para São Paulo, capital, e eu fiquei em Campinas.
Já esse ano, para fazer o 3° ano, ela me convidou para morar com ela na capital, e eu... Aceitei 🤷🏻♀️
E a maior loucura?! A escola que a Carol estudava era regular, mas este ano virou modo integral. E adivinha? Nós aceitamos continuar mesmo assim!
Quem em plena consciência e com opção de escolha escolhe ficar em uma escola com tempo integral?
Bom... Meus pais me encorajaram a vir porque disseram que o ensino é melhor e mais bem preparado para quem quer prestar vestibular. Então aceitei por isso também.
Já ela, eu não faço ideia... Afinal, Carol nunca gostou muito de estudar, e pelo menos até o 1° ano (que foi até quando estudamos juntas), ela odiava toda e qualquer disciplina — levando em conta que sua matéria preferida era educação física.
Enfim... Agora se inicia uma nova jornada na minha vida. Cidade nova, escola nova... E eu perdida na estação de metrô.
Ligo para Carol diversas vezes, mas só dá fora de área ou desligado... Mando mensagem, e nada.
Será que ela tá ocupada, ou esqueceu que eu ia chegar hoje?!
Então eu lembro que ela me disse o endereço... Procuro no celular e encontro na nossa conversa. Então pego um táxi e sigo para a casa dela.
Ao chegar, percebo uma barulheira enorme. O som quase faz tremer toda a estrutura da casa, então ninguém iria me ouvir.
Então eu abro a porta (que nem estava trancada com a chave) e decido entrar.
Há pessoas bêbadas espalhadas em cada canto da sala. Outras pessoas se pegando nos cantos das paredes. E outras se esfregando, digo, dançando, no meio da sala, como se estivessem... Deixa pra lá.
Eu procuro mais uma vez por Carolina, mas ela não está na sala.
Sigo caminhando pela cozinha, desviando de tarados que querem encostar em mim e de bêbados atrapalhados.Na cozinha, finalmente o encontro. Mas ela não está sozinha.







