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03. Velhos Tempos

Alana

Alana: -Mas como assim, Carol?! Você... Simplesmente... Traiu o seu namorado!

Carol: -Não esquenta! Já aconteceu uma vez... Acabei ficando com um cara e o Lucas soube... Mas ele me ama tanto que me perdoou. Você me conhece, Lana. Sabe que não me contento com um cara só. Mas relaxa, ok? Está tudo bem.

Alana: -Carol... Você me disse que amava esse cara!

Carol: -E eu amo ele! Só que... A última vez que nos vimos foi há 2 meses... Mulheres também têm suas necessidades. Me promete que isso fica só entre nós?

Alana: -Tá, né? E eu vou contar pra quem? Só espero que saiba o que tá fazendo da vida.

Carol: -Eu sei sim... Só quero curtir enquanto sou jovem... Daqui a muitos anos eu vou casar com ele e você vai ser a madrinha.

Alana: -Ixe! Já pensa em casamento? O que ele tem de tão especial, Ca?

Carol: -Ele é muito maneiro, amiga! Cê não tem noção! Lindo, simpático, capitão do time de futebol de salão! E na cama...

Alana: -Não quero saber, não quero! -ela ri. -Ele deve ser incrível mesmo, pra você amar tanto.

Carol: -Ele é. Mas enfim... Enquanto ele não vem... Só me resta arrumar outras diversões.

Alana: -Tá... Quem sou eu pra me meter na sua vida...

Carol: -Não esquenta. O que acha de irmos fazer compras?

Alana: -Compras? 

Carol: -É... Sei que você não curte muito, maaas... Eu compro e a gente conversa... Como nos velhos tempos, pode ser?

Alana: -Tá bom... Deixa me dá 15 minutos.

Eu sorrio e vou para o banheiro.

Depois do banho, visto uma roupa e vou até Carol.

Carol: -Que roupa é esta, senhorita Martins?

Alana: -Meu estilo é esse, você sabe. Não vem dar show agora. -ela ri. -Podemos ir?

Pegamos um táxi e vamos para o shopping.

Por uma parte, foi bom para eu conhecer um pouco mais da cidade e para colocar o papo em dia.

Tinha tanta coisa que eu precisava saber... E é... Digamos... Estranho... Saber que a minha amiga de infância, aquela doida de sempre, mudou tanto... Mas enfim, é a vida dela, como ela mesma diz. Eu não tenho o direito de opinar na forma como ela quer viver, se é assim que ela quer.

E a danada ainda me obrigou a tirar foto! Não aguento! 

Por fim, lanchamos e voltamos psra casa.

À noite, foi a vez de uma sessão só para garotas, literalmente.

Desta vez sim, ela parecia a minha amiga de sempre... Era tão bom, a gente sempre ia dormir uma na casa da outra para comer, assistir e conversar muita, mas MUITA besteira.

Alana: -Senti saudades da velha Carolina, sabia?

Carol: -Eu ainda sou a mesma... Só um pouco mudada. -ela sorri. -Daqui a um tempo você vai entender... Aqui é um mundo diferente, Lana. E esse tipo de mudança, muda a gente também. Você também vai mudar.

Alana: -Hmmm... Prefiro continuar assim...

Carol: -Você vai ver que tenho razão. Só aguarde.

Depois de uma semana, amanhã já é segunda feira. A ansiedade toma conta... Eu sempre fico nervosa no primeiro dia de aula, mas... Esse ano é diferente, é uma nova cidade, uma nova escola...

E sabe quando todo ano a gente fecha os olhos e pensa "hmmm, eu acho que esse ano vai ter algo novo na minha vida"? Pois bem, tô exatamente com esse pensamento. Mas é um pensamento tão forte... Como se eu realmente soubesse que vai acontecer algo... Que estranho! 

🎇🎇🎇

Carol: -Bom dia, flor do dia!

Alana: -Ah não... Só mais cinco minutos.

Carol: -Você ainda tem essa mania?

Alana: -Não... Desde que você veio pra cá, minha mãe quem me acordou todos os dias... Aí a desculpinha com ela não rola.

Carol: -Comigo também não mocinha! Levanta.

Alana: -Eu não quero irrr! -eu digo e puxo o cobertor por cima da cabeça.

Carol: -Mas você vaaai! -ela puxa o cobertor. -Eu vou jogar um balde de água gelada em você!

Alana: -Af, tá bom, vai...

Eu reviro os olhos e me levanto.

Carol: -Não era você quem tava super ansiosa pra ir pra escola?

Alana: -Quem te disse isso?

Eu sorrio e vou direto para o banheiro.

🎇🎇🎇

Carol: -Cê vai com essa roupa, sua maluca?

Alana: -Claro! E você, vai com esse short de um palmo chamando atenção?

Carol: -E você com esse cabelinho bizarro nem chama atenção né, gata?

Ela ri e eu mostro a língua pra ela.

Por fim, partimos rumo à escola.

Alana: -Ô pai amado... Tô nervosa.

Carol: -Sério? Nem parece! Mas relaxa, garota. É só uma escola.

Alana: -Sim, só uma escola em outra cidade e onde eu não conheço ninguém!

Carol: -Oi? E eu não sou ninguém não, bonita?

Alana: -Além de você, sua tonta!

Carol: -Enfim, vamos entrar né?

Alana: -Pff... Tá bom, vai.

Eu respiro fundo e entro.

🎇🎇🎇

Enfim...

Foi tudo bem menos assustador do que parecia. Eu sobrevivi! 

Foi preciso apenas 3 dias para eu me habituar à escola. Agora tá tudo de boas.

Carol: -Amiga, você não vai acreditar no que eu acabei de saber!!

Alana: -O quê? Você ganhou na loteria?

Carol: -Não! Melhor!

Alana: -Melhor que isso...? Passou na faculdade e tem emprego garantido?

Carol: -Ai, que péssima! O Lucas tá vindo pra cá!!!

Alana: -Pra cá, tipo... Passar uns dias?

Carol: -Não! Ele vem estudar, vem morar aqui! Não é ótimo?

Alana: -Ah, é isso? Legal...

Carol: -Nossa! Dá pra sentir sua animação de longe! 

Alana: -Ai amiga, desculpa mas... Não vejo muita graça em namorar na escola... Você já não é muito focada, com esse cara então...

Carol: -Ei, ei! Me respeita que eu sou focada sim. Quando eu quero, é óbvio. Mas o que importa é que agora eu vou ficar juntinho do meu amor... Não vou precisar de outra diversão.

Alana: -Aleluia! Agora você cria juízo!- eu digo e ela ri.

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