Dois dias depois...
O sol bateu diferente naquela manhã. Pela primeira vez em dias, não tinha barulho de tiro, nem sirene cortando o ar. O que se ouvia era vassoura riscando chão, martelo batendo madeira, criança rindo correndo descalça, e gente dizendo: “Graças a Deus, passou.”
A Rocinha respirava. Machucada, mas de pé.
Na entrada da comunidade, o portão principal ainda tava remendado com chapas de ferro, vestígio do confronto pesado. Mas ali mesmo, moradores pintavam as grades com tinta nova.