Atividade no bagulho irmão.
Rael desceu do carro com o semblante fechado. Os olhos atentos varriam a viela à sua frente enquanto ele seguia em direção à boca, onde alguns dos soldados já o esperavam. Usava uma camisa preta básica, corrente dourada no pescoço, e os tênis limpos contrastavam com o chão sujo da favela. Todo mundo sabia: quando Rael aparecia, era pra resolver. E naquela manhã, ele não tava ali só pra dar bom dia.
— Cadê o Moleque? — perguntou seco, olhando pro menor que segurava uma sacola com dinheiro miúdo.