A mão de Ana ainda estava pousada sobre as costas do pai, o rosto escondido no ombro largo e acolhedor de seu herói de infância. Mas aquele abraço, que tantas vezes a salvara de tempestades, agora parecia incapaz de aquecer a dor que lhe tomava o peito. Era um vazio profundo, silencioso, pesado. Um vazio com nome: Théo.
Sua respiração se descompassou quando o nome dele tomou forma em seus pensamentos. Lembrou-se dos olhos decepcionados, do jeito como ele recuou, como foi embora sem sequer olhar