Os dias seguintes seguiram um fluxo natural. Faculdade. Treinamento para o baile de debutantes. Jantares com meu avô. Noites mal dormidas.
Eu via pouco Arthur. O que, teoricamente, era ótimo. Na prática, significava que eu tinha tempo demais para pensar nele.
Ele vivia no hospital e, na maioria das noites, só chegava em casa depois do jantar. Às vezes eu ouvia passos no corredor quando já estava no quarto. Outras vezes acordava cedo e percebia que ele já tinha saído. Era como morar com um fanta