Saí da prova com a sensação muito clara de que tinha ido mal.
Mal do tipo em que você lê a pergunta, reconhece o assunto, sabe que estudou aquilo, mas a cabeça está tão ocupada em não surtar que as palavras chegam até você como se tivessem que atravessar uma parede antes. Eu tinha feito tudo no automático, com a concentração de uma pessoa tentando resolver uma prova enquanto o resto da vida desabava barulhentamente em segundo plano.
E ir mal tinha consequências.
Eu não podia me dar ao luxo de i