A arma em minha mão parece mais pesada, como se compartilhasse do peso da raiva que me consome. Me aproximo rapidamente, meus passos ecoando pelo espaço. Cada detalhe da cena alimenta minha fúria: o sangue no chão, as marcas de tortura no corpo dele, o cheiro metálico no ar.
Porra.
— Aguenta, Otávio. Vou tirar você daqui.
Me ajoelho diante dele, tentando avaliar o estado em que está enquanto minhas mãos já trabalham rapidamente para abrir as algemas. O som do metal rangendo e das vozes abafada