É estranho perceber o quão distante ela se tornou. A muralha que ela ergueu desde aquela manhã no galpão, como se eu fosse um nada diante dela, é algo que agora sinto com mais intensidade. Ela me pintou como o monstro, oculto, mas real, dentro do seu guarda-roupa pronto para arrastá-la para o abismo.
Vejo seus olhos me julgando, e isso me corrói. Sinto como ela engole em seco, afundando palavras não ditas em sua garganta, como se o peso delas formasse uma bola de neve que derrete lentamente, e