A porta do quarto se abre, mas eu não me dou ao trabalho de me virar para ver quem é. Nos últimos dias, tem sido sempre assim: um entra e sai constante, seja Francesco ou algum dos empregados. A pergunta é sempre a mesma:
“Você está bem?”
“Quer comer algo?”
“Acabamos de fazer um bolo, quer provar?”
Eu entendo a preocupação, mas isso me sufoca ainda mais.
– Bruna me informou que você ainda não melhorou. – A voz grave de Francesco corta o silêncio. – Então pedi para que o doutor Barretos viesse v