Alessandro
A culpa, no entanto, é uma cobradora implacável.
Ela demorou para chegar, mas, quando os primeiros raios de sol atravessaram as frestas das cortinas do quarto, despertando-me, o peso da realidade desabou sobre os meus ombros. Ao me deparar com o corpo pequeno de Ella colado ao meu, meu peito afundou de um jeito doloroso e sufocante.
Olhei para baixo. No lençol, a mancha vermelha esbofeteava a minha cara. O sangue da inocência dela, era um lembrete perverso e silencioso do que eu