A sexta-feira de manhã tinha o peso específico das manhãs que precedem conversas inevitáveis.
Érica acordou às seis e quarenta e ficou deitada ouvindo a casa acordar — o barulho da cafeteira que Geralda havia ligado, um carro passando na rua, o sino da Igreja de Sant'Ana que às vezes tocava sem razão aparente como se precisasse lembrar a cidade que existia.
Não havia inventário esta manhã.
Havia apenas o dia que estava chegando com o peso que tinha.
Desceu às sete e encontrou Geralda na