Rodrigo chegou às sete em ponto.
Como sempre.
Érica estava no quarto quando ouviu o portão — havia subido às seis e meia com o laptop e uma xícara de chá que havia feito mais para ter o que fazer com as mãos do que por sede, e havia ficado na escrivaninha olhando para a tela sem ver nada de útil por quarenta minutos.
Henrique havia subido às seis.
Ela havia ouvido a Hilux, havia ouvido os passos, havia ouvido a batida leve na porta dela — dois toques, pausa, um toque, o código que havia surgido