Rodrigo chegou às sete em ponto.
Era como sempre — o portão, os passos, a chave na fechadura com aquele som específico que Érica havia aprendido a reconhecer como o som de quando o dia de trabalho terminava e o tempo da casa começava, dois territórios distintos que ele navegava com a competência de homem que havia construído ambos com método.
Ela estava na sala quando ele entrou.
Henrique estava na sala.
Dona Lúcia estava na cozinha terminando de organizar o que Geralda havia deixado pronto — nã