Érica acordou às seis e quinze sem alarme.
Era o corpo lembrando — aquele relógio interno que a adolescência na casa dos Cavalcante havia calibrado sem pedir permissão. Rodrigo acordava às seis e trinta, descia às seis e quarenta e cinco, e esperava encontrar a mesa do café da manhã organizada não porque exigia isso de alguém especificamente, mas porque a casa funcionava assim e quem morava nela aprendia o ritmo ou ficava deslocado.
Ela havia aprendido o ritmo.
Ficou deitada por alguns minutos o