ALINA MONTSERRAT
Aii que ódio! Não era para ter sido tão bom. Absolutamente não era.
E por que raios eu não conseguia me afastar dele agora?
Eu estava ali, jogada de qualquer jeito sobre os lençóis, com o quadril levemente erguido e a cabeça encaixada na dobra do braço grande e quente do italiano. Parecia que aquilo era a coisa mais natural do mundo, como se eu não tivesse acabado de perder metade da minha sanidade entre os lençóis.
— Você está bem? — a voz dele vibrou contra mim, grave e rouca