Maya acordou com a sensação clara de que algo estava se abrindo.
Não era expectativa. Era disponibilidade.
O dia não trazia compromissos urgentes nem encontros marcados, e isso, naquele momento da vida dela, era um privilégio raro. Levantou-se sem pressa, abriu as janelas e deixou o ar circular pelo apartamento. A luz da manhã bateu no chão, desenhando linhas que se moviam lentamente conforme o sol subia.
Ela gostava dessas pequenas mudanças. Eram provas silenciosas de que nada permanecia rígid