Maya não voltou no dia seguinte.
E isso foi intencional.
Ela passou a manhã no apartamento provisório organizando coisas que não eram exatamente urgentes, mas necessárias: papéis antigos, contatos que precisava manter à distância, pequenas pendências práticas que haviam sido adiadas enquanto tudo era reação. Havia algo de cuidadoso naquele movimento — como quem arruma o próprio espaço interno antes de ocupar outro.
Não era medo de voltar.
Era respeito pelo que o retorno significaria.
No início