A terceira manhã longe da casa de Orion trouxe um cansaço diferente.
Não físico — Maya dormira o suficiente, alimentara-se bem, seguira todos os cuidados que aprendera a adotar quando precisava desaparecer por um tempo. Era um cansaço interno, feito de vigilância constante. Não a vigilância do medo, mas a de quem sabe que está sendo observada com paciência estratégica.
Ela preparava café quando o interfone do prédio tocou.
Maya congelou por um segundo.
— Senhora Cortez? — a voz do porteiro soou